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Facção que usava dinheiro do tráfico para agiotagem é alvo de megaoperação em MS

Megaoperação deflagrada pela polícia de MT cumpre mais de 400 mandados em MS, Pará, Goiás, Acre e São Paulo, com 225 presos

14/01/2026 às 09h52
Por: Redação Fonte: midiamax
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Megaoperação cumpre 471 mandados em seis estados. (Reprodução: Polícia Civil)
Megaoperação cumpre 471 mandados em seis estados. (Reprodução: Polícia Civil)

Uma facção criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão, agiotagem e controle territorial é alvo da megaoperação “Cartório Central”, em Mato Grosso do Sul e outros cinco estados, na manhã desta quarta-feira (14).

Segundo a Polícia Civil, a megaoperação cumpre 471 mandados, sendo 225 de prisão preventiva, 225 de busca e apreensão e 21 bloqueios e indisponibilidade de valores em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará, Acre e São Paulo.

O intuito da megaoperação é desarticular a estrutura da facção, identificar e responsabilizar seus integrantes, bem como interromper o fluxo financeiro ilícito e reduzir o poder de atuação do grupo na região.

Desde as primeiras horas da manhã, um grande efetivo de policiais civis está nas ruas desses estados para cumprimento dos mandados, já que mais de 450 ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Criminal de Primavera do Leste (MT) estão sendo cumpridas.

Os materiais apreendidos nesta quarta-feira (14) serão analisados para novos procedimentos que devem identificar outros envolvidos na organização, segundo o delegado Rodolpho Bandeira.

“A operação, com grande número de mandados e suspeitos identificados, representa um passo importante no combate ao crime organizado, na proteção da sociedade e no enfrentamento às facções criminosas que buscam se estruturar no interior do Estado e expandir sua atuação para outras unidades da federação”, pontuou o delegado.

Um dos presos durante a megaoperação. (Reprodução: Polícia Civil)

Investigações

A facção criminosa é alvo de investigação da Polícia Civil de Primavera do Leste há mais de um ano. Foi descoberta a existência do grupo estruturado, com divisão de funções, hierarquia interna, controle financeiro e logística própria, responsável por coordenar atividades ilícitas no município e na região.

Os criminosos mantinham um sistema próprio de arrecadação de valores, repasses financeiros e cobrança de dívidas ilícitas. Também, a facção tinha o comércio de drogas organizado com imposição de regras internas. As investigações identificaram envolvimento em extorsão, tráfico de drogas, lavagem de capitais e associação criminosa.

Além disso, os integrantes da facção criminosa realizavam empréstimos com juros abusivos. As movimentações financeiras demonstraram que os criminosos usavam o dinheiro do tráfico de drogas para fazer empréstimos informais, especialmente para comerciantes locais. Com isso, escondiam a origem ilícita dos recursos.

Todo o esquema era supervisionado por membros de maior escalão, os responsáveis externos pelo financiamento ilegal. As cobranças tinham o respaldo do quadro de disciplina da facção criminosa, que articulava represálias e até sequestrava agiotas independentes.

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