
“Quando ela viu que ele foi preso, ela disse: ‘agora acabou’”. A frase foi descrita pelo pai da criança vítima de importunação sexual na última sexta-feira (9), após a série de ataques pela região do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. O acusado, um homem de 36 anos, preso no mesmo dia, usava o horário de almoço do trabalho para atacar mulheres e crianças no bairro.
Ao Jornal Midiamax, o pai narra a choque emocional e psicológico da criança após o episódio, que aconteceu enquanto a menina entrava em casa, após andar de bicicleta.
A criança estava a poucos metros do depósito de gás da família quando foi abordada pelo motociclista. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o homem, que estavam em uma Honda cinza e com a placa tampada, se aproxima enquanto a menina abria o portão de casa.
De acordo com o pai, a educação preventiva foi o que evitou o pior. “Nossos filhos são instruídos a não permitir que estranhos encostem neles. Ela se esquivou na hora, entrou em casa e ligou para a mãe”, explica.
O impacto emocional foi profundo. A menina passou horas em estado de choque e chorando. “Nós não sentimos segurança em saber que um psicopata desses sentiu atrativo na nossa filha e sabe onde a gente mora”, desabafa o homem.
O autor, de 35 anos, já possui um histórico extenso no sistema policial, com prisões por estupro em 2013 e 2017. O Batalhão de Choque afirmou, em coletiva de imprensa, que o criminoso estava em regime aberto e integrava um programa de ressocialização.
Contudo, o major do Batalhão de Choque pontuou que o homem demonstrou não querer ser reintegrado à sociedade. Diante da gravidade, a polícia acredita no surgimento de novas vítimas. Dessa forma, a orientação é que qualquer pessoa que reconheça o autor procure a delegacia para realizar o procedimento de reconhecimento.
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Apesar da prisão feita pela equipe da Rocan (Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas) do Choque da Polícia Militar, a família relata dificuldades no primeiro contato com as autoridades. O pai afirma que tentou entregar as imagens do crime imediatamente ao 190, mas houve recusa. “O 190 não quis receber o vídeo antes que uma viatura fosse ao local. Isso atrasou muito o início das buscas”, denuncia o pai.
Além disso, o homem relata ter enfrentado burocracia no atendimento presencial na Avenida Mascarenhas de Moraes. “No 2º DP não quiseram registrar o boletim, nem mesmo depois de toda a repercussão. Nos encaminharam para a DPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente)”, afirma.
A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Polícia Militar e com a Polícia Civil para questionar os protocolos de atendimento citados pela família, por e-mailo, e aguarda o posicionamento das corporações. O espaço segue aberto.
Casos de importunação ou abuso sexual devem ser denunciados imediatamente. Veja abaixo os canais de atendimento:
Mín. 14° Máx. 20°




