
Em Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com o Paraguai, a incidência de ocorrências registradas por autoridades estaduais de contrabando e descaminho apresentou aumento no ano de 2025. Em um comparativo com o ano de 2024, os dados registrados pela Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), no Sigo Estatística, apontam aumento em mais de 15% em relação ao descaminho e pouco mais de 9% nos casos de contrabando.
As autoridades sul-mato-grossenses realizam, diariamente, diversas apreensões de produtos oriundos do descaminho — mercadoria permitida no território nacional, mas que é importada sem o pagamento dos tributos.
Já contrabandeados são aqueles produtos que são proibidos ou controlados. Produtos que, por sua maioria, são comprados no Paraguai e na Bolívia, sendo poucos provenientes da tríplice fronteira — região onde se encontram as fronteiras do Brasil, da Argentina e do Paraguai.
Entre os produtos de contrabando que estão na febre no momento, estão os remédios emagrecedores. Em um dos inúmeros casos de apreensão, o BPMRv (Batalhão de Polícia Militar Rodoviária) apreendeu mais de 500 caixas de emagrecedores na região de Ponta Porã. Os produtos eram oriundos do Paraguai.
Esse foi apenas um caso de vários noticiados pelo Jornal Midiamax. Durante o ano, período de “febre” da medicação que promete perda de quilos milagrosos, as apreensões de “canetas” emagrecedoras tomaram conta do noticiário.
Nesta apreensão publicada em novembro, foram apreendidas 256 caixas de tirzepatida, 133 caixas de Lipoless, 17 caixas de Tirzec, 2 caixas de Lipoland, 1 caixa Synedica Labs, 103 caixas TG, quatro unidades de retatrutide, duas caixas de Landertropin, uma unidade de Oxandroland 5, três frascos de minoxidil, um gummy hair e uma loção corporal.
Em relação ao descaminho, também equipes do BPMRv conseguiram apreender R$ 370 mil em produtos com essa característica. O caso ocorreu na MS-164, em Antônio João, também uma região de fronteira em Mato Grosso do Sul.
O primeiro veículo, uma van Peugeot, transportava aproximadamente 117 caixas de jogos de malas de viagem e 12 caixas contendo garrafas e copos térmicos. Os ocupantes relataram que receberiam R$ 1 mil pelo frete, levando as mercadorias de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, até Campo Grande.
Em seguida, foi abordado um VW Gol, no qual foram encontrados nove volumes de meias e 43 aparelhos celulares, entre eles Redmi A5, Redmi 15C, Redmi Note 14C, Realme C75X, Realme Note 60X e PocoC71. Os dois ocupantes informaram que fariam o transporte por R$ 860, também com destino a Campo Grande.
Por fim, a equipe policial abordou um Nissan Livina, onde foram localizados sete volumes de bolsas, duas caixas de perfumes, uma de produtos de decoração, 45 garrafas térmicas, uma sacola de copos e 25 aparelhos celulares (21 Redmi A5 e 4 Redmi 15C).
Em um cenário diferente, os dados da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) apontam que as ocorrências de estelionato apresentaram reduções. Isso porque, em 2024, foram 13.987 registros contra 12.005 em 2025.
Em um dos casos noticiados pelo Jornal Midiamax, está o ‘golpe da piscina’ onde clientes perderam mais de R$ 50 mil. Na época, o caso foi investigado pela Decon (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo).
A suposta empresa existe desde 2021. Ela é composta por três pessoas, sendo elas o proprietário, o vendedor e a esposa do vendedor, que o acompanha nos serviços.
As vítimas, que tinham o sonho de ter piscina em casa, viram o anúncio nas redes sociais e entraram em contato com a empresa. Durante a conversa, o vendedor pedia uma entrada de 60% a 70% do valor total para que fechassem o contrato.
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